domingo, 20 de janeiro de 2008

Anos e todo o tempo do mundo.

Dezesseis anos, obrigada.
Nesses dezesseis anos, tanta coisa mudou, mas tudo parece ser sempre igual. Costume, eu diria. Você acaba sempre acostumando com tudo.
Aos olhos do mundo, eu ainda sou uma menina com muito o que aprender.
Tem vezes que você não sabe muito da sua própria vida... não sabe quem saiu dela, quem entrou, quem não volta mais.. Tem outras vezes, que você sente uma certeza tão profunda sobre a vida, que não pensa nunca em estar errado.
Com dezesseis anos, eu aprendi muita coisa. Certas coisas, são de fato, para sempre. Outras, apenas ilusão. E, bem, o resto... é apenas existente hoje; amanhã muda.
Nesse pouco (mas significante) tempo de vida, eu aprendi a duvidar e a acreditar.
Eu passei por muita coisa que me fazia querer ser diferente. Mas não sei bem o que será da minha vida em alguns anos. Parece ser tão normal e tão estranho ao mesmo tempo.
E tem dias que você acha que nada será do jeito que foi.
Pessoas magníficas passaram por minha vida. Pessoas fantásticas estão presentes nela hoje. E tive, também, muito 'desprazer' com outras pessoas.
Mas talvez seja melhor não viver na expectativa de 'estar vivendo'. Talvez é melhor viver só por viver, e se aproveitar mais...talvez não.
Vai ver essa é mais uma daquelas coisas que em dezesseis anos não se aprende. Vai ver, nós só aprendemos quando não tem mais tempo para se pôr em prática.
Aí, você pergunta: 'o que você quer dizer com tantas palavras?'
Eu te respondo: 'não sei'.

Um comentário:

Feänor disse...

Os 16-18 anos é uma faixa de idade bem crítica pra algumas pessoas... Minha crise existencial começou aí, e perdura até hoje, em plenos 23 anos de idade.

É engraçado, não sei se você concordaria comigo, mas... Hoje em dia fica difícil saber quando é que a gente deixa de ser uma coisa e se torna outra. Quer dizer, os aborígenes, por exemplo, possuem seus "rituais de transição" para marcar o período em que "trocam" suas peles de crianças pela couraça dos guerreiros, e isso te traz uma certa segurança porque lhe dá um norte pras suas ações.

E nós...? Quando deixamos a adolescência e nos tornamos plenos adultos? Eu ainda não descobri a resposta... Talvez porque, apesar da idade, ainda não seja um.

Se você descobrir, peço-lhe que me dê uma pista, porque, francamente, já estou cansado de procurar...