segunda-feira, 7 de abril de 2025

poesias sem dono. número II

abandonos constantes 
a melhor parte de si 
falecendo lentamente 
sem socorro
sem salvação 
somente com milhões de olhos a observar 
milhões de bocas a falar 
milhões de pensamentos a julgar 
afogando-se nos próprios erros 
sufocando-se na culpa 
na esperança de uma cura que não chega 
cicatrizes que ficam
e doem 
e latejam
e sangram 
feridas que se abrem 
inesperadamente 
e não se fecham 

Inspirado em: Bad Day - Justin Bieber 

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