" Eu sempre fui uma crítica amarga sobre os sentimentos. Passei longos anos da minha vida escrevendo sobre a forma mais áspera dos sentimentos. Acho que trocava as palavras belas por palavras mais cruas. E me sentia bem assim, criticando as formas mais estúpidas do sentir. Críticas me inspiravam. Mas isso foi antes. Eu evito falar do passado, justamente por saber que eu mudo de ideia muito rápido. Mas, no momento, as críticas que encontrava nos jornais foram substituidas por poemas que encontro em livros. Passei a acariciar as folhas dos livros, sentindo. Passei a analisar sem precisar julgar ou criticar. Hoje, tenho tanto a dizer, usando as metáforas que significam algo para mim. Troquei as frases feias por aquelas que demonstram algum sentido. Troquei a crítica que fazia sobre o sentimento pelo próprio sentimento.
Aí, agora, tenho um legado de palavras bonitas. Acho que retornei ao ponto de partida - voltei a ser íntimas das palavras; tais palavras que me abandonaram e deixaram julgamentos em seu lugar.
Não tenho mais análises duras sobre a realidade. Tenho textos e poemas exibindo uma ilusão sobre o que é belo. Não tenho mais críticas, tenho metáforas, hipérboles e eufemismos. Abandonei tudo o que me restou. Desapeguei-me das coisas que me faziam mal e deixei os sentimentos e suas palavras para trás.
Mudei até de gostos. Me aceitei com a moldura e a pintura que tenho. Me aceitei como sou. Abandonei o mundo e me apeguei às canções e aos sentimentos que antes criticava. Passei a ver o mundo com outros olhos. Olhos mais doces, sem os julgamentos e preconceitos de antes. Me sinto mais leve assim. Me sinto feliz, como há muito tempo não me sentia.
Deve ser por isso que não atualizo muito o blog. Deve ser por medo de expor o que eu antes criticava. Se antes eu tinha as respostas, escolhi as perguntas. E, para minha surpresa, estou feliz com o que isso me causou.
É como se eu tivesse vivido a vida inteira na sombra e, em um belo dia, encontrei o sol. "
*um texto que não tem significado.
Aí, agora, tenho um legado de palavras bonitas. Acho que retornei ao ponto de partida - voltei a ser íntimas das palavras; tais palavras que me abandonaram e deixaram julgamentos em seu lugar.
Não tenho mais análises duras sobre a realidade. Tenho textos e poemas exibindo uma ilusão sobre o que é belo. Não tenho mais críticas, tenho metáforas, hipérboles e eufemismos. Abandonei tudo o que me restou. Desapeguei-me das coisas que me faziam mal e deixei os sentimentos e suas palavras para trás.
Mudei até de gostos. Me aceitei com a moldura e a pintura que tenho. Me aceitei como sou. Abandonei o mundo e me apeguei às canções e aos sentimentos que antes criticava. Passei a ver o mundo com outros olhos. Olhos mais doces, sem os julgamentos e preconceitos de antes. Me sinto mais leve assim. Me sinto feliz, como há muito tempo não me sentia.
Deve ser por isso que não atualizo muito o blog. Deve ser por medo de expor o que eu antes criticava. Se antes eu tinha as respostas, escolhi as perguntas. E, para minha surpresa, estou feliz com o que isso me causou.
É como se eu tivesse vivido a vida inteira na sombra e, em um belo dia, encontrei o sol. "
*um texto que não tem significado.


2 comentários:
Muito bom, apesar de parecer clichê, tu atrai o que transmite, com certeza és muito mais interessante sendo otimista :)
As pessoas mudam assim como as opiniões, e como diz o ditado: "é próprio dos sábios mudar de opinião". Não tens que ter medo de atualizar teu blog hehe ;)
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